Razão de ser...

Razão de ser
Nesta cidade, cujo patrono é o ilustre poeta Bocage,
onde sempre existiu forte tradição poética,
com movimentos formais e informais de poetas e escritores,
faz todo o sentido a existência de uma Associação Cultural
que reúna os poetas numa "Casa da Poesia"
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Objetivos da Casa (Consultar em rodapé)

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Lembrando os Poetas Setubalenses

No passado sábado, 18 de outubro, o Centro de Iniciativas Manuel Medeiros, da Uniseti,
distinguiu a Poetisa Virgínia Costa, divulgando o seu percurso a sua obra poética.
O evento decorreu na Casa da Cultura.


Dos muitos poemas ditos, e escutados com bastante agrado, destacamos:

                                      EU VI A MULHER


                    Eu vi a Mulher a enxugar o seu pranto,
                    suspenso do tempo com molas de Esperança
                    e transformar-se em doce e jubiloso Canto.

                    Eu vi a Mulher de fronte miraculada
                    com a fome dos filhos à mesa sentada,
                    fazer o milagre da multiplicação.

                    Eu vi a Mulher enfrentando o Destino,
                    com as mãos erguidas, em alucinação,
                    a esconjurar os Males do seu caminho.

                    Eu vi a Mulher em trabalho de parto,
                    a invocar a Vida na solidão do leito,
                    esperando o Filho no berço dos seus braços.

                    Eu vi a Mulher no Gólgota dar a face
                    pender a cabeça, maternal sobre o peito
                    e dos próprios algozes apiedar-se.

                    Eu vi a Mulher a erguer-se para a Luz,
                    agigantar-se ferida por entre espinhos
                    e quebrar os cravos que a sustinham na Cruz!


                                                       In EU,MULHER
                                                       Virgínia Costa


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