Razão de ser...

Razão de ser
Nesta cidade, cujo patrono é o ilustre poeta Bocage,
onde sempre existiu forte tradição poética,
com movimentos formais e informais de poetas e escritores,
faz todo o sentido a existência de uma Associação Cultural
que reúna os poetas numa "Casa da Poesia"
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Objetivos da Casa (Consultar em rodapé)

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Convite


Poema do tema mensal

Às vezes, não sei se sinto
Ou se é apenas o querer sentir
Que me traz o Natal
Em forma de luz profunda
Ou de abraço apertado
Dos que desejamos perto de nós

Às vezes, é tanta a dor da ausência
Que nos transmuda em nós pontiagudos
E nos deixa prostrados de medo
Do que não logramos compreender

Às vezes, eu queria ser uma grinalda colorida
Uma Árvore de Natal construída passo a passo
Na lentidão com que o amor acontece

Às vezes, só consigo ser a cadeira vazia à mesa
Da consoada
O eco dos que já não se vêem junto a nós
E estão ali eternamente presos nos risos e nas palavras
Que partilhamos
Nas vozes de todos os Natais que vivemos

Às vezes, eu fico trémula como uma lâmpada com defeito
Numa cadeia de luzes em redor de um presépio perfeito
E só assumo a minha realidade
Como um personagem vagamente concebido
Para ser gente num conto alusivo à Quadra Natalícia

Ana Wiesenberger


segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Vinhos Solidários 2017

Se alguém duvida, mais uma vez ficou provado que a Poesia DEVE ser solidária e DEVE pôr em prática essa verdade! Assim se justifica que esta iniciativa tivesse sido tão participada, tão acarinhada e tão envolvente. Muito obrigado a todos os que adquiriram os vinhos de grande qualidade da Casa Ermelinda Freitas. Muito obrigado por terem contribuído para ajudar quem é apoiado pelo Grupo de Apoio de Setúbal da Liga Portuguesa contra o Cancro.




terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Ary dos Santos

Soneto
Fecham-se os dedos donde corre a esperança,
Toldam-se os olhos donde corre a vida.
Porquê esperar, porquê, se não se alcança
Mais do que a angústia que nos é devida?

Antes aproveitar a nossa herança
De intenções e palavras proibidas.
Antes rirmos do anjo, cuja lança
Nos expulsa da terra prometida.

Antes sofrer a raiva e o sarcasmo,
Antes o olhar que peca, a mão que rouba,
O gesto que estrangula, a voz que grita.

Antes viver do que morrer no pasmo
Do nada que nos surge e nos devora,
Do monstro que inventámos e nos fita.

José Carlos Ary dos Santos



segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Vinhos solidários 2017

É o 3º evento da Casa da Poesia! "Vinhos Solidários"! Vinhos da Casa Ermelinda Freitas com rótulos poéticos. Este ano a beleza que envolve a garrafa é da responsabilidade de um criativo setubalense, Raul Reis! Criativo e generoso pois oferece todo o seu trabalho para que a verba apurada seja maior! A receita destina-se Ao Grupo de Apoio de Setúbal da Liga Portuguesa Contra o Cancro. Venho tornar um bom vinho num abraço solidário e ofereça no Natal uma prenda única. Esperamos por si !



quinta-feira, 9 de novembro de 2017

De pequeno se faz o poeta.

E a Casa da Poesia já começou a "plantar" o amor à poesia no coração dos mais pequenos! O projecto "De Pequeno se Faz o Poeta" é um sucesso! As crianças surpreendem-nos sempre pela positiva, levando-nos a ter fé no futuro! Este ano estamos em várias escolas do Agrupamento Luísa Todi!



segunda-feira, 30 de outubro de 2017

EXPOSIÇÃO - CONVITE

A Casa da Poesia de Setúbal convida todos os associados e amigos a estarem presentes na abertura da Exposição de Pintura da nossa associada , e membro da direcção, Maria Dália Vale Rêgo, que acontece no próximo dia 4 de Novembro. Esperamos por vós!



quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Mensagem de apoio...



A Casa da Poesia de Setúbal expressa o mais profundo pesar ao nosso associado e elemento da direcção António Galrinho que perdeu dois familiares nos trágicos incêndios no passado fim de semana. O nosso abraço solidário.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

TAS


Teatro em sessão especial para os sócios da Casa da Poesia: "A Noite dos Poetas". Dia 15 de Outubro (domingo) à tarde. INSCREVAM-SE enviando confirmação para o email da Casa.
casapoesiasetubal@gmail.com

ATENÇÃO !!! Por motivo superior no TAS (Teatro de Animação de Setúbal) NÃO SE REALIZA no próximo dia 15 o espetáculo teatral "A Noite dos Poetas". Em breve informaremos qual o dia possível. Obrigado! 



terça-feira, 26 de setembro de 2017

Dom Manuel Martins


Sendo a Casa da Poesia uma Associação atenta aos problemas sociais e sempre aberta à solidariedade deixamos na nossa página um voto de pesar pela morte de Dom Manuel Martins, tendo em conta que foi um Homem da Igreja que sempre se destacou no apoio aos mais desfavorecidos e ficando sempre ao lado dos que lutavam por uma vida melhor e mais digna na nossa cidade.



segunda-feira, 26 de junho de 2017

Lançamento - "Maresia"

A Casa da Poesia de Setúbal tem o prazer de apoiar a edição do 1º livro do nosso associado Elmano. Aqui deixamos o convite. A vossa presença é um estimulo para o autor.

 Apareçam!




terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

POEMA - DIA DOS NAMORADOS


Era dia de S.Valentim.
Num banco recatado do velho jardim,
Um casal de jovens namorados,
Trocando carinhos e enlaçados,
Nem viram a velhinha que no caminho,
Os contemplava com carinho.
Em tempos idos naquele lugar entre as flores,
Também ela trocou beijos e viveu amores.
Naquele dia a lembrança dessa emoção,
Ainda acelerou o bater do coração.
Como seria se esse sortilégio voltasse?
E uma lágrima teimosa rolou na sua face.

A.Calado

14/02/2017

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Paz

Para haver paz no mundo é necessário que as nações vivam em paz

Para as nações viverem em paz, as cidades não devem levantar-se umas contra as outras

Para haver paz nas cidades os vizinhos precisam de se entender

Para haver paz nos vizinhos é preciso que as pessoas estejam em paz consigo

Para ter paz interior é preciso procurá-la no seu coração.

Está tudo ligado

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Texto enviado por Aida Azevedo
"Autor desconhecido"

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Poema de Ano Novo

Lá bem no alto do décimo segundo andar do ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas buzinas
Todos os tambores
Todos os reco-recos tocarem:
– Ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada – outra vez criança
E em torno dela indagará o povo:
– Como é o teu nome, meninazinha dos olhos verdes?
E ela lhes dirá
( É preciso dizer-lhes tudo de novo )
Ela lhes dirá bem alto, para que não se esqueçam:
– O meu nome é ES – PE – RAN – ÇA …