A Casa da Poesia de Setúbal proporcionou (e viveu) um momento de poesia em que evocámos o poeta David Mourão Ferreira no qual contámos com a simpática presença do seu filho David Ferreira. Gratificante foram as palavras com que finalizou o evento frisando a emoção com que ouviu a selecção de poemas lidos.
Estamos de parabéns e vamos continuar a contar com todos os amigos da Casa. Muito obrigado a todos os que estiveram presentes. Viva a Poesia!
Razão de ser...
Razão de ser
Nesta cidade, cujo patrono é o ilustre poeta Bocage,onde sempre existiu forte tradição poética,com movimentos formais e informais de poetas e escritores,faz todo o sentido a existência de uma Associação Culturalque reúna os poetas numa "Casa da Poesia"_________________________________Objetivos da Casa (Consultar em rodapé)
terça-feira, 21 de junho de 2016
segunda-feira, 13 de junho de 2016
Homenagem a David Mourão Ferreira
segunda-feira, 30 de maio de 2016
Horário de atendimento
Caros sócios e não sócios
Informamos que já se encontra disponível neste blogue (à direita) o horário de atendimento da Casa da Poesia de Setúbal.
Um bem hajam
A Direção
Informamos que já se encontra disponível neste blogue (à direita) o horário de atendimento da Casa da Poesia de Setúbal.
Um bem hajam
A Direção
quinta-feira, 26 de maio de 2016
Palestra
E foi assim, no lindíssimo espaço do Clube Setubalense que decorreu mais um sarau cultural organizado pela Casa da Poesia de Setúbal. O público esteve presente e no final falou do seu agrado pelo que viu e ouviu. A nossa palestrante, Dra. Manuela Palma Rodrigues, entusiasmou quem a ouviu falar sobre a cultura Europeia na época de Bocage, os dois jovens alunos da Conservatório Regional de Setúbal proporcionaram momentos de excelente execução ao piano e enquanto todos estesmomentos decorriam, íamos assistindo ao nascer de mais uma peça de arte pelo pintor Nuno David. No final todos brindámos com um Moscatel de Honra da Casa Ermelinda Freitas , casca de laranja do Abrantes, bolinhos da Casa dos Pastéis e a célebre Bolacha Piedade (gratos por estas parcerias em todos os eventos da Casa) A todos os intervenientes e a todos os que compareceram o imenso OBRIGADO !
quarta-feira, 18 de maio de 2016
segunda-feira, 25 de abril de 2016
sexta-feira, 1 de abril de 2016
Tu És em Mim Profunda Primavera
O sabor da tua boca e a cor da tua pele,
pele, boca, fruta minha destes dias velozes,
diz-me, sempre estiveram contigo
por anos e viagens e por luas e sóis
e terra e pranto e chuva e alegria,
ou só agora, só agora
brotam das tuas raízes
como a água que à terra seca traz
germinações de mim desconhecidas
ou aos lábios do cântaro esquecido
na água chega o sabor da terra?
Não sei, não mo digas, tu não sabes.
Ninguém sabe estas coisas.
Mas, aproximando os meus sentidos todos
da luz da tua pele, desapareces,
fundes-te como o ácido
aroma dum fruto
e o calor dum caminho,
o cheiro do milho debulhado,
a madressilva da tarde pura,
os nomes da terra poeirenta,
o infinito perfume da pátria:
magnólia e matagal, sangue e farinha,
galope de cavalos,
a lua poeirenta das aldeias,
o pão recém-nascido:
ai, tudo o que há na tua pele volta à minha boca,
volta ao meu coração, volta ao meu corpo,
e volto a ser contigo a terra que tu és:
tu és em mim profunda primavera:
volto a saber em ti como germino.
Pablo Neruda, in "Os Versos do Capitão"
diz-me, sempre estiveram contigo
por anos e viagens e por luas e sóis
e terra e pranto e chuva e alegria,
ou só agora, só agora
brotam das tuas raízes
como a água que à terra seca traz
germinações de mim desconhecidas
ou aos lábios do cântaro esquecido
na água chega o sabor da terra?
Não sei, não mo digas, tu não sabes.
Ninguém sabe estas coisas.
Mas, aproximando os meus sentidos todos
da luz da tua pele, desapareces,
fundes-te como o ácido
aroma dum fruto
e o calor dum caminho,
o cheiro do milho debulhado,
a madressilva da tarde pura,
os nomes da terra poeirenta,
o infinito perfume da pátria:
magnólia e matagal, sangue e farinha,
galope de cavalos,
a lua poeirenta das aldeias,
o pão recém-nascido:
ai, tudo o que há na tua pele volta à minha boca,
volta ao meu coração, volta ao meu corpo,
e volto a ser contigo a terra que tu és:
tu és em mim profunda primavera:
volto a saber em ti como germino.
Pablo Neruda, in "Os Versos do Capitão"
Fonte: http://www.citador.pt/poemas/tu-es-em-mim-profunda-primavera-pablo-neruda
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